Ah, "esses olhos que eu não esqueço nunca mais"...
E esse tal de Amor Livre? Ele é justificável quando se tem uma uma vontade intensa de estar próximo a alguém que ressurgiu de surpresa na vida e, ao mesmo tempo, a necessidade existencial de viver aventuras nunca vividas antes? Ele é possível?
Uma ou duas ou mais vezes na vida mudamos facilmente a direção que já tínhamos planejado seguir para viver uma paixão. Quando o sentimento é tamanho que não cabe mais no peito e contruimos novos planos, somos obrigados por algum motivo sentimentalmente catastrófico a esquecê-los. Então, racionalmente nos convencemos de que o caminho anterior deve ser retomado, para que cada estapa da vida seja concluída e não sobre nenhum resquício de arrependimento. É justamente nesse momento, quando a certeza a respeito da escolha certa alcançou seu nível máximo, que surge o infeliz desejo de ter um pouco mais daquele olhar casual, daquela atenção casual, daquele carinho casual, daquele beijo casual, o infeliz desejo de tornar o casual não tão casual assim. Se a escolha está certa, para quê essa tentação? Por que é tão mais fácil trocar o certo pelo duvidoso do que o duvidoso pelo certo? Vale à pena arriscar os planos de concluir a etapa inacabada para andar por um caminho que já deu "sem saída" uma ou duas ou mais vezes?Ô.o
A gente dá um passo fora do caminho conhecido e,de repente, tudo parece menos difícil de se aguentar.É bom enxergar que existem outras direções!!!